Quadrilha de São João

A dança, introduzida no Brasil com a vinda da Corte Real Portuguesa e com as várias missões culturais francesas que aqui estiveram a partir daquela época, fez sucesso nos salões de baile e depois caiu no gosto do povo, que a modificou, introduzindo a sanfona, o triângulo e a zabumba, alterando também as evoluções básicas, processo este que continua em franco desenvolvimento.

No sertão do Nordeste ganhou um colorido especial, associando-se à música, aos fogos de artifícios e aos hábitos alimentares. Como as coreografias eram indicadas em francês, o povo tentando repetir certas palavras ou frases acabou por folclorizar a coisa toda, o que deu origem ao matutês, mistura do linguajar matuto com o francês, que caracteriza a maioria dos passos da quadrilha junina ainda hoje.

 

Segundo o fotógrafo, professor, pesquisador e doutor em História Social (IFCS/UFRJ) Andreas Valentin, José Oiticica Filho (pai do Hélio Oiticica) costumava dizer que “fotografia se faz no laborátório”. Essa afirmação se deve as inúmeras experiências que ele realizou alterando/manipulando negativos fotográficos.

Pensando nisso, bem que o título deste ensaio poderia ser: “Festa de São João – no arrial do cumpade Oiticica”.

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